Roda moinho, roda pião
Nao é minha intenção despertar em ninguém nostalgia de tempos passados, principalmente, quando não foram tão bons assim. Mas acabo de retornar de uma tentativa frustrada de um recebimento de exame, o tal da cintilografia, só que o laboratório estava fechado, apesar do google maps dizer que só fecharia às 18.
Estacionar nas imediações do hospital Sta. Lúcia, já é motivo de saudades, relembrar um dia como o de hoje, feriado e tempo nublado, também. Recordar o revesamento no cuidado de nossa mãe, até que chegasse as cuidadoras, Nanci ou Marlene, é uma viagem no tempo. Passar pela entrada dos fundos, estranho esse termo, é dar um salto ainda maior, de uns 21 anos +-, e relembrar a preocupação na minha cabeça que meu pai não teria ninguém que o acompanhasse, naquela noite, que simplesmente teria que ir para casa e reencontra-lo no outro dia pela ultima vez, foi um Déjà vu, rapido e cruel, ao mesmo tempo, ligeiro como o tempo decorrido, redundante. Apesar dos pensamentos transformarem em palavras agora, asseguro a vocês, não fiquei e não estou triste, acreditem, afinal, passou. O que talvez tenha entristecido um pouquinho, é a consciência de que outras pessoas estejam passando por isso, a quantidade de carro nos estacionamentos afirmam.
Feriadão acabando, final de ano também, virus indo embora, ou não, outros a caminho,
Bem... vamos em frente, esses déja vus, voltarão, se não em nos, em nossos filhos talvez, como diz a musica:
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Essas lembranças adormecidas, que basta um gatilho para virem à tona
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