CEP 1


 São dois quartos que paralelos, formam um pequeno L, um mais comprido e estreito, outro de um casal solteiro. A frente deste há um minúsculo corredor que suporta quatro prateleiras com livros lidos, porta retrato com foto torta, uma dezena de tijolos de vidro que são atravessados pelo sol matinal. Há alteres esquecidos no chão, e luzes do moldem que piscam quase sempre em lentidão. Vizinho ao corredor, num formato quadrado, se divide o box, a pia e o vaso, a harmonia fica por conta do grande espelho e seu reflexo, nem sempre tão iluminado.

Frente aos quartos, temos uma sala de tv e uma de jantar, o sofá serve de fronteira para esses ambientes. Paralela a sala, a cozinha se destaca, há uma longa bancada de mármore escuro, iluminada por lâmpadas dicroica amarela.

Finalizando, vem o espaço multifuncional, lavanderia, jardim e observatório de lua e de pessoas.

Neste retângulo vasado, muitas vezes o tenho como uma fortaleza, um castelo, outras vezes, como uma cela, um casco de tartaruga amarrada. Por sorte as grandes janelas e o horizonte aberto; ampliam o espaço que limita o corpo e solta a alma.

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