CEP 2


 Capítulo 2  - Além das janelas

Esse pequeno retângulo de aproximadamente 74,07mts, é uma das unidades dentre as  quarenta viradas para nascente, estamos estacionados no suvaco da asa de um avião imaginário, dentro de um retângulo maior, que o povo teima em chamar de quadradinho. Não fazemos fronteira com ninguém, fomos criados para viver no estômago de um Estado decapitado. Desnecessário se alongar com país, continente, planeta, sistema solar, galáxia, universo. Voltemos ao CEP, 70.658-554, que se avizinha com o "terminal", dando uma pitada de Matrix, na localização. Aqui o hit parede se alternam entre os bem-te-vis e Joães de barro, e partidas de motores e  engates de rés dos ônibus.
Mais a frente, passa uma das inúmeras veias da cidade, ela separa o Cruzeiro, do Sudoeste, carinhosamente chamada de avenida das Jaqueiras, um elo de ligação do passado SMU, com o mais que presente, Parque da cidade. Em distância +- reta, estou a 9 km do poder do Estado, e a 7km do campo da esperança, um dos portais do poder Divino.
Nessa balança de poderes, cravado no paralelo 13, vou vagando os dias despercebido, com bolso furado, escorrendo tolas palavras num monólogo solitário do meu dia a dia.

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