Vento

 Morre o dono

 O caseiro

  E o cão

Morre a cerca

 A horta  

  E o chão

Morre o sapoti

 O abacateiro

  E o limão

Nas paredes já não há mais redes

 Nem giz para sinuca

  Nem gás no lampião

Mas a grama ainda briga

 E em sua casa de barro, canta o João

  Junto com o vento a fazer coro no coração

Vem saudade sem maldade para perto de mim

 Olho da porteira o sol dormir

  Pois a história chega ao fim.


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