A espada, a cruz, a perdição no espaço
É preciso ir ao passado, para se falar do futuro; retornar ao presente para mencionar o passado e ver uma luz na ideia central desse tema complicado.
Não se preocupem, eu explico.
A primeira série de tv que acompanhei, isso quando conseguia, foi "Perdidos nos Espaços", 1966, lá em Juiz de Fora, Minas; na casa de um amigo do meu irmão mais velho, pois não tinhamos TV. A história era da "Família Robsons", que viajavam em uma espaçonave rumo a Alfa Centauro, qdo por algum motivo, deu um bug no computador central e num suposto buraco negro, eles perderam a rota de retorno da Terra, vagando pela galáxia, sempre com confusões em cada parada. Esse foi o início...
Voltando ao presente, aí sim, entrando no assunto principal, assisto a duas séries, via Netflix, ambas, documentários do passado. Nos dois casos, personagens marcantes da história.
Nascido em 356 AC, Alexandre Magno, o Grande, assumia o reino da Macedônia; em seu caminho, Dário III, Rei da Persia, um reino continente, que se comparado os dois, seria Davi x Golias. Resumindo, travados todas as batalhas, Alexandre se torna uma lenda, e se intitula, filho de Deus. A história é narrada por historiadores de diversas faculdades do mundo, porém o produtor utilizou uma Deusa como narradora do confronto.
Na segunda série, temos a vida de Jesus Cristo do ponto de vista de seus apóstolos, "The Chosen".
De uma maneira simplificada, eles relatam suas dúvidas, medos e anseios pelo caminho que percorrem junto ao filho de Deus, porém homem que nem eles, com toda sua força de presença, seus exemplos, seus milagres.
Interessante ver, que o Alexandre Magno, uniu o mundo ocidental e o oriental, Jesus, trezentos anos após, lançou sementes de um novo mundo, mudou a forma de se contar o tempo, com o antes e o depois do seu nascimento.
Ambos viveram suas glórias por poucos anos, e morreram aos 33 anos.
O Imperador que se via como um Deus, o nazareno, filho de Deus que nasceu homem.
São praticamente, 60 anos de diferença tecnológica, do analógico ao 4K, interessante que a do passado apostava no futuro, a do presente faz sucesso com o passado.
60 anos atrás me sentia o garoto " Will Robson" disparando sua pistola a laser e tendo como amigo um robô; hoje meio guerreiro, meio apóstolo, "Perdido no Espaço", entre a cruz e a espada.
"Todo menino quer ser homem. Todo homem quer ser rei. Todo rei quer ser Deus. Só Deus quis ser menino.”


Ah Bigas... da serie perdidos no espaço só lembro daquele cara engraçado, era interessante imaginar como seria o futuro. Tão interessante quanto é ver a história do passado, não mais pelos olhos dos historiadores, mas por um escritor que passa um Jesus mais próximo dos outros homens. FIquei curiosa para assistir a série da netflix
ResponderExcluirAdorei!!! Jamais faria essa análise e chegaria a essa comparação! Rsrsrs... até pq não vi nenhuma das séries, mas amei a reflexão dos tempos! 😉
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