Marco Zero
Brasília foi e é, amor a primeira vista, desde a lembrança da chegada em 1968, de descer no ônibus da viação Cometa, de ver meu pai subindo a escada rolante da rodoviária para buscar um táxi, ou melhor dois, pois a bagagem era grande e a família numerosa.
Dois anos após, fomos da 306 norte para o SMU. Naquele tempo o setor militar parecia ser isolado da cidade, parecia que tudo acontecia nas asas, em especial na Asa Sul. Lá estava a Escola Parque, o Elefante Branco, o Caseb, Polivalente, a Escola Normal entre outras.
Do SMU saia um ônibus escolar do E.B, que levava e trazia as crianças. Eu muitas vezes, me via nesse trajeto, assim como nesses filmes americanos, acho que uma memória implantada de que aquilo era a vida. Mas como criança que era, me restava estudar na escolinha do setor. Que era uma ótima escola, mas, não tinha o glamour do plano, não no meu imaginário.
Então veio o segundo grau e eu finalmente fui "estudar", no Elefante, mas já não morávamos no setor e sim no Cruzeiro, e em vez do verde escolar, era o sempre lotado Viplan W3 sul. Como bom mal aluno, tratei de me enturmar com os malas Elefantinos. E o encantado, passa a ser o trivial, e por ser muito jovem, e ter um mundo pequeno, me achava o centro, meio que como, o mundo foi criado para mim. E me enganava, entre amores da Escola Normal e do Caseb.
Do Elefante, somente os comentários de um pega na descida do Caseb ou do tal convite para uma festa chamada "Rockonha". Pois é, já existiam os Encontros "Cabeças", nas super-quadras, e também as bandas que viriam a ser sucesso nacional.
Brasília era menor, mas hoje aumentada pelas lentes da saudade, me parece gigantesca.
A pouco refiz de bicicleta, alguns trajetos dessas asas. Continuo apaixonado por esses longos eixos decorados de Ipês amarelos, e mesmo em plena seca de agosto, ver a neve das Paineiras espalhando o branco algodão.
Para trás ficaram o Cine Cultura, a Igrejinha, a Pioneira da Borracha e a lembrança dos brinquedos da Estrela.
A manhã seca, soma-se a uma manhã de ventos.
Hora de voltar.


Voltei no tempo, das caminhadas para nos divertir no ginasio hoje nilson nelson. Smu com as brincadeiras de rua, ensaios de quadrilha da Dada. Do jorge cascata, Tato hoje em outro plano. Adoro suas lembranças que trazem as minhas.
ResponderExcluirA idéia é essa Bel
ExcluirO busão que entregou os "Cabrais de Oliveiras" no Planalto Central foi da empresa COMETA.
ResponderExcluirE eu fico só imaginando como era!!! Que delicia! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
ResponderExcluirBelas lembranças, Bigas! No desembarque, foram dois taxi! Só que um foi para a 312 norte e o outro para a 312 sul. Houve um erro de comunicação, disso eu lembro bem! Da aglomeração no apartamento do amigo do nosso pai, que nos acolheu enquanto o exército liberava um apto na 306.
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