Tão longe, tão perto
Batidas na porta da frente
É o tempo...
Há de haver muitas semelhanças, sempre. O pó da estrada, a solidão das distancias.
"Eu bebo um pouquinho pra ter
Argumento"
Pai e filho, num certo momento da vida, tiveram a mesma experiência da "espera".
A solidão, sentado a mureta da varanda, observando a estrada que subia rumo ao "morro careca" ao horizonte.
A solidão a observar o lago que se distancia a cada semana nesse setembro de seca.
Não é solidão de quem não tem ninguém, é solidão de querer estar sempre com todos.
Um a esperar o piscar dos faróis dos carros, no início da descida da estrada, esse era o código secreto, para poder piscar as luzes da varanda de volta e dizer: - eu estou te vendo, sejam bem-vindos!
O de hoje, mais moderno, espera a mensagem no brilho do celular. E já corre para subir a cerveja para o freezer.
Um da reserva, outro aposentado. Ambos tem e ou tiveram ótimos vizinhos, que suaviza essas horas de "espera".
Do filho, a esposa trabalha e o caçula estuda.
Do pai, tinha que dividir a companhia da esposa com filhos, netos e consultas.
Mas, como tem noites e dias mais longos e semanas igualmente mais lentas, o filho, mais ansioso, pega o carro e vai preparar o "sextou"; já o pai, encara o viação Andorinhas para o Gama e de lá outro baú para a Rodoviária, para almoçar com o filho num self-services, no Venâncio, engraçado como sempre colocava um pouco a mais do que iria comer.
Um passado, outro presente. Tão próximos, em seus momentos.
Curiosamente, o pai brigava com a pouca água do poço, tinha a criação, a grama, o pomar, o canil. Já o filho conta com um quintal de água.
Noites frias, e estreladas.
Quebra-molas,
Molas do tempo,
Tempo de reviver, relembrar e agradecer, ao que foi, e ao que é!
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo

❤️❤️❤️❤️ bateu maior saudade dessa luz piscando nos carros e na varanda...
ResponderExcluirSaudades do meu avô!
E obrigada novamente por trazer memórias adormecias a tona!
Te amooo meu padrinho!
Acho que já havia comentado esse piscar de luzes, mas não tem como não voltar a essa lembrança, é algo cravado na alma
ExcluirLindo como sempre. A transposição de historias que se repetem, que foram muito conentadas neste maravilhoso final de semana de paz no campo. Herança de quem aproveitou a vida e acreditou no sonho de curtir uma boa roça, regada a cerveja é claro.
ResponderExcluirFantástico!! Parabéns! Você conta o tempo como se os dois estivessem acontecendo ao mesmo tempo! Me identifiquei nos dois momentos! Agradeço também a oportunidade de estarmos juntos curtindo os antes e o depois. Obrigado a você e a Bel pelo maravilhoso final de semana juntos ❤️
ResponderExcluirObrigado a você, por patrocinar novas histórias
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