Agosto 25
Chega a ser hilário, perceber o tamanho do vazio, no dia do meu aniversário. São sessenta e poucos anos querendo ser invisível nesse dia.
As vezes penso que na minha primeira festa, talvez um estilhaço da granada, tenha rompido um pedaço da minha áurea e tenha levado, para um mundo paralelo, e que aqui tenha ficado uma cópia, num acerto de anjos para o show continuar.
Eu aqui fico, a caminhar em diferentes retangulos, a pedalar em quadrados inexatos, a pensar em círculos contínuos.
Não lembro se a granada fez fumaça, talvez tenha sido a poeira da cratera que ficou no muro do quintal, sei que em cada vinte e cinco de agosto, ela turva minha visão.
Talvez, ache que não mereça o dia, e tenho medo dos presentes, melhor ficar nos ausentes.
Já já, será meia-noite, amanhã tudo volta ao normal.
E me pego imaginando se, o "eu" da vida paralela, sopra as velas nesse dia e manda para outro espaço vazio, os fragmentos dessa solidão.

Vc que tem que assoprar essas velas e falar pro lado paralelo que vc continua aqui contando tantas histórias e fazendo a nossa vida maia feliz! ❤️🥰
ResponderExcluirEmbora vc não goste, a gente ama celebrar a sua vida e a sua existência! 😘😘😘
E eu só digo. Aqui ou.no universo paralelo amo muito você.
ResponderExcluirIdabel
Como diz aquela música: "o deserto que atravessei ninguém me viu passar"... ah Bigas, sorte a nossa que a copia que ficou é um cara tão sensível e amigo. Seu "paralelo" deve estar orgulhoso de sua cópia... não é comemorar o dia do seu aniversário, e sim comemorar os outros 364 dias E quando lembrar da festa de 1 ano pense no livramento que Deus deu a todos que estavam lá. E que Ele continue iluminando seus passos em todos os "quadrados", "circulos" e Pontes onde passa...
ResponderExcluirÉ veró Keka
ExcluirTambém te amo muitaoooo, do tamanho do universo (esse e no paralelo)... Teresa
ResponderExcluirTambém não gosto de comemorar meu aniversário. Mas de 5 em 5 anos é bom fazer uma festinha!
ResponderExcluirAno que vem então, soprarei as velas
ResponderExcluirHenrique, é tão individual e particular a nossa solidão. Podemos estar em meio a uma festa ou dentro de uma grande família (como é o nosso caso) e ainda assim nao conseguir sair da solidão. Acho super legal voce colocar em palavras, compartilhar, analisar, ter consciência do que é essa roda que sempre nos puxa para o recomeço. Vejo (posso estar errada) que voce esta vivendo intensamente uma passagem, um luto. A partir do dia zero da aposentadoria, vai fazer o quê? Como vai ficar a sua roda do ano? Reinventar a roda pode ser uma experiência exitante, ou assustadora. Força, mano, na caminhada. Te amo muito ❤️
ResponderExcluirObrigado mana, bem isso
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