Dó maior
Vê-lo partido, cordas dobradas, suspensas, imóveis.
O presente fora do avô, a dedicação de anos no aprendizado, as primeiras tentativas de harmonia, a insistência na repetição das notas, os tantos "perai" e recomeços, até enfim a primeira canção. E não demora a sair mais umas tantas outras.
Seu companheiro de madrugadas, parceiro na pandemia, que acolheu algumas lágrimas de amores perdidos, das incertezas na adolescência, mas que também, povoaram o quarto com notas das bandas de rock, e outras baladas que fizeram brilhar corações distantes. Agora ali no chão, a olhar para ele... e agora...? nossas canções...? as notas...o dó maior?
No outro dia, levanta, recolhe as partes, me mostra e fala: fiquei triste, mas é vida que segue, toma um banho, arruma a mochila e vai viajar, curtir o aniversário da prima em Goiânia.
Esse é meu filho, um homem formado, em amplos aspectos.
Sai assoviando, notas ao vento, compondo novas músicas, estrada a fora.

O tempo não para... que venha um novo violão e novas histórias
ResponderExcluirBigas Cabral, meu cronista contemporâneo preferido. Texto primoroso urdido e entrelaçados por tênues cordas musicais que unem a alma ao coração. São violas de buriti, violões, guitarras e charangos a aliviar as tensões do dia-a-dia nesse cotidiano intergeracional de estudantes. Vida que segue.
ResponderExcluirÉ isso aí... bora seguir e lembrar de tudo que vivemos! 🥰🥰🥰
ResponderExcluirMuito triste! Uma nota de pesar.
ResponderExcluirMas tem Solução; uma galeria na W3 sul e na Casa do Maestro, se não me falha a memória. Lá (outra nota) , no Conic. Eles consertam o violão do Pedro! Fica perto da Fenafisco
Pensa numa geração desapegada. Tem um tanto de positivo e outro tanto de negativo, mas sempre é bom seguir em frente! se não carregar peso, melhor ainda!
ResponderExcluirVerdade, seguir leve
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